Arquétipos junguianos na geração Z: uma reflexão hermenêutica sobre manifestos simbólicos na cultura digital
DOI:
https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2026.vol-11.268Palavras-chave:
psicologia junguiana, complexo, inconsciente coletivo, jovensResumo
Este ensaio propõe uma reflexão hermenêutica sobre possíveis manifestações dos arquétipos junguianos na psique da chamada geração Z, considerando as pressões socioculturais do mundo “BANI” e da sociedade do cansaço. A partir de indicadores obtidos por meio de um questionário digital aplicado junto a jovens de 18 a 30 anos, utilizados não como evidências empíricas de arquétipos, mas como disparadores interpretativos, desenvolveu-se uma amplificação teórica ancorada na psicologia analítica. Os padrões simbólicos observados dialogam com complexos como persona, sombra, Self, anima/animus, puer aeternus e trickster, sugerindo formas contemporâneas de expressão psíquica mediadas pela hiperconectividade. Argumenta-se que a cultura digital funciona como catalisadora de imagens arquetípicas, influenciando processos de subjetivação, identidade e busca por sentido entre jovens nativos digitais. Este trabalho ressalta a necessidade de uma clínica sensível às novas dinâmicas simbólicas emergentes e aponta limites inerentes ao uso de indicadores conscientes para reflexões sobre estruturas inconscientes.
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