Apolo adentra a clínica junguiana

reflexões sobre a contratransferência

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2019.vol04.0006

Palavras-chave:

mitologia, poder, contratransferência

Resumo

Frente ao preconceito pautado no argumento de que o mundo precisa deixar de ser apolíneo ou que o analista junguiano deve afastar-se de Apolo, este trabalho reflete sobre a real necessidade de interdição de Apolo na clínica. Para isso, resgataram-se as diferentes abordagens que caracterizam o deus da mitologia grega como figura complexa e multifacetada. Sua presença no consultório suscitou o estudo da transferência e da contratransferência. Como ferramenta de análise, extraiu-se das características de Apolo o que parecia mais marcante na possível interferência à atuação clínica: o poder e o distanciamento emocional. Em forma de julgamento, referindo-se à condenação do logos no meio junguiano, este trabalho se transformou numa carta em defesa de Apolo e de todos os deuses, sem a necessidade do sacrificium intellectus. O temenos analítico revela-se como arena de vozes, palco do politeísmo, onde todos os deuses podem e devem se presentificar sem qualquer interdição a um ou outro para que o analista cumpra com o  seu papel.

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Biografia do Autor

Marlon Reikdal, Universidade Federal do Paraná

Formado pela UFPR e pós-graduado pela PUC-PR em Psicologia Analítica. Atua em consultório particular como analista e supervisor clínico. Docente de pós-graduação das disciplinas de Saúde Mental e Espiritualidade, Metodologia de Pesquisa e Suicídio.

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Publicado

03/28/2019

Como Citar

Reikdal, M. (2019). Apolo adentra a clínica junguiana: reflexões sobre a contratransferência. Self - Revista Do Instituto Junguiano De São Paulo, 4(1), 1–20. https://doi.org/10.21901/2448-3060/self-2019.vol04.0006

Edição

Seção

Artigo de reflexão (ensaio)